
São Bernardo 1 × 1 Novorizontino: um ponto que dói, mas a obrigação ainda é maior
Tigre abriu o placar com Rômulo de pênalti aos 6 minutos, mas cedeu o empate para o São Bernardo aos 17. Jordi salvou no último lance. Novorizontino segue invicto há 5 rodadas e está a 2 pontos do G-4. Próximo: Goiás fora, no dia 10.
São Bernardo 1 × 1 Novorizontino: um ponto que dói, mas a obrigação ainda é maior
Tigre saiu na frente, cedeu o empate em 17 minutos e voltou para casa com um ponto. Invicto há cinco rodadas. A dois pontos do G-4. Mas neste ano não serve menos do que o acesso — e o time sabe disso.
Tinha tudo para ser diferente. O Novorizontino entrou no Estádio 1º de Maio, abriu o placar logo no começo do jogo e tinha nas mãos a chance de sair com três pontos que valeriam ouro na batalha pelo acesso. Mas o empate veio cedo, o jogo ficou truncado e o Tigre voltou de São Bernardo com um ponto. Resultado honesto? Tecnicamente, sim. Suficiente para a torcida que acredita que 2026 é o ano? Não. Definitivamente não.
Como foi o jogo
O Tigre do Vale entrou em campo diferente do que tínhamos visto nas rodadas mais recentes. Pressionou desde o começo, chegou com intensidade e foi premiado logo aos 6 minutos do primeiro tempo: pênalti sofrido e Rômulo na bola. Sem hesitar, o meia foi ao meio e converteu. 1 a 0 para o Novorizontino. Vantagem merecida, fruto de uma postura agressiva que a torcida esperava.
Só que a alegria durou onze minutos. Aos 17, Pedro Vitor igualou para o São Bernardo e resetou o placar. Um gol que chegou rápido demais, que deu fôlego ao adversário e tirou o Novorizontino da zona de conforto que ele havia criado para si mesmo. A partir daí, o jogo mudou de cara.
O São Bernardo tomou o controle da bola — 57% de posse contra 43% do Tigre — e passou a ditar o ritmo com mais passes, mais paciência. O Novorizontino apostou na marcação organizada, no bloqueio dos espaços e na transição rápida. Funcionou o suficiente para segurar o resultado, mas não o suficiente para criar o perigo que o duelo exigia.
O segundo tempo foi tenso, truncado, cheio de disputas físicas e pouco futebol de qualidade. Cinco cartões amarelos distribuídos ao longo da partida dizem muito sobre o ambiente. No duelo, valeu a determinação. E no último lance, quando o São Bernardo acreditou que poderia roubar a vitória, foi Jordi quem fechou as portas: uma defesa decisiva em uma cabeçada firme de Jemerson que garantiu o empate e salvou o ponto do Tigre.
📊 Ficha Técnica
A análise que dói fazer
Tem horas que um ponto fora de casa é motivo de celebração. Este empate, contra um adversário que está em terceiro lugar na tabela e que vinha de uma sequência positiva em seu estádio, até poderia ser encarado assim. Mas não dá. Não com a tabela do jeito que está, não com o G-4 a dois pontos de distância, não com a sensação de que o gol foi aberto e a chance estava lá — e o Tigre não soube ou não conseguiu segurar o que tinha nas mãos.
O problema não é apenas técnico. É de eficiência. O Novorizontino saiu na frente, poderia ter ampliado, poderia ter administrado — e cedeu o empate em menos de 12 minutos após o gol. É esse detalhe que separa times que brigam pelo acesso de times que ficam na beira do G-4 sem entrar. A margem de erro nesta Série B é nenhuma. Qualquer deslize custa caro.
A posse de bola cedida ao adversário (43% contra 57%) também diz algo. O Tigre jogou recuado demais no segundo tempo, esperando o erro do São Bernardo em vez de ir buscar o gol que poderia ter mudado a tarde. Enderson Moreira sabe quando recuar e quando atacar — mas contra um adversário nível G-4, jogar no empate fora de casa nem sempre é suficiente para o que o Novorizontino precisa fazer neste campeonato.
✅ O lado que não pode ser ignorado
- Cinco jogos sem perder na Série B — o melhor retrospecto recente do clube no torneio.
- Jordi foi decisivo no último lance. Em jogos truncados, goleiro que faz uma defesa assim vale uma vitória.
- Saldo positivo de +3 dá segurança — empates pontuais não comprometem caso o Tigre vença os jogos que deve vencer.
- A eliminação na Copa Sul-Sudeste foi digerida. O elenco está focado. O objetivo é só um: Série A em 2027.
Onde o Tigre está na tabela
O Novorizontino termina a 11ª rodada em 7º lugar com 17 pontos — junto com Criciúma e Athletic Club, separado apenas por critérios de desempate. A diferença para o G-4 é de dois pontos: o Náutico está em quarto com 19. Sport e Vila Nova lideram com 22.
| Pos | Clube | Pts | J | V | E | D | SG |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | 🔴 Sport | 22 | 11 | 6 | 4 | 1 | +8 |
| 2 | 🟢 Vila Nova | 22 | 11 | 6 | 4 | 1 | +6 |
| 3 | 🟡 São Bernardo | 21 | 11 | 6 | 3 | 2 | +9 |
| 4 | ⚪ Náutico | 19 | 11 | 6 | 1 | 4 | +5 |
| 5 | 🔵 Fortaleza | 18 | 11 | 5 | 3 | 3 | +3 |
| 6 | 🟢 Goiás | 17 | 11 | 5 | 2 | 4 | -1 |
| 7 | 🐯 Novorizontino | 17 | 11 | 4 | 5 | 2 | +3 |
| 8 | 🟡 Criciúma | 17 | 11 | 4 | 5 | 2 | +3 |
| 9 | ⚫ Athletic Club | 17 | 11 | 4 | 5 | 2 | +2 |
| 10 | 🟢 Juventude | 16 | 11 | 4 | 4 | 3 | +3 |
↑ A linha dourada é o Novorizontino. Dois pontos separam o Tigre do G-4. A tabela está extremamente achatada — 5 times com 17 pontos. Critérios de desempate: o Goiás (6º) leva a melhor por ter 5 vitórias contra 4; o Tigre supera o Criciúma (8º) nos gols marcados (14 a 13).
O próximo passo: dez de junho, em Goiânia
Não há tempo para lamentação prolongada. O calendário não espera. Na próxima rodada, o Novorizontino enfrenta o Goiás fora de casa, no dia 10 de junho. E esse jogo tem nome: confronto direto. O clube goiano está em sexto lugar com os mesmos 17 pontos do Tigre — uma vitória em Goiânia não apenas iguala os pontos de quem está na frente: ela mexe com a cabeça de todo mundo que está nessa faixa da tabela.
Seis pontos disponíveis entre dois times da mesma prateleira. É exatamente o tipo de jogo que define temporadas. O Tigre precisa ir para Goiânia com a mentalidade de quem sabe que cada três pontos, neste momento do campeonato, vale o dobro. Quem vencer sai do pacote, quem perder fica para trás. Simples assim.
A distância para o G-4 é de apenas dois pontos. A tabela está tão achatada que uma vitória pode colocar o Novorizontino dentro do grupo de acesso antes mesmo de entrar no mês de julho. Mas para isso funcionar, o Tigre não pode mais desperdiçar oportunidades como as que desperdiçou hoje — nem ficar na espera de resultado dos outros. O campeonato é ganho com vitórias próprias, não com torcer para adversários tropeçarem.
Um ponto. Cinco jogos invicto. Dois pontos do G-4.
Mas em 2026, o acesso não é meta. É obrigação.
O Novorizontino tem elenco, tem estrutura e tem torcida. A Série A não vai cair do céu — vai ser conquistada jogo a jogo, ponto a ponto, com a determinação de quem sabe que essa é a janela. Essa é a temporada. E o Jorjão vai encher de novo pra empurrar esse time de volta à elite onde ele merece estar.
🗣️ Bate-Bola da Torcida
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