
“Está difícil conseguir patrocínio”: Roberto Biasi expõe os desafios comerciais do Novorizontino
Roberto Biasi revela que a maior dificuldade do Novorizontino é conseguir patrocínio. Análise completa sobre estrutura de marketing, cases de sucesso e importância comercial no futebol.
“ESTÁ DIFÍCIL CONSEGUIR PATROCÍNIO”
Roberto Biasi acende alerta sobre o momento comercial do Novorizontino
Em entrevista exclusiva ao Portal O Novorizontino e VoxSports, Roberto Biasi, um dos principais sócios e investidores do Grêmio Novorizontino, foi direto ao tratar da realidade do clube:
Felipe Makarios, que acompanha de perto o dia a dia do clube, complementou:
— Felipe Makarios
Vice-campeão paulista 2026 e firme na briga pelo acesso na Série B, o Novorizontino vive seu maior momento de visibilidade nacional. A torcida cresce, o nome ganha repercussão e o futebol apresentado gera admiração em todo o país. Porém, o lado comercial ainda apresenta gargalos significativos.
Estrutura de marketing ainda modesta
O departamento de marketing do Novorizontino é composto atualmente por apenas quatro profissionais:
- • 1 Diretor de Marketing
- • 1 Funcionária (divide atuação com a Usina)
- • 1 Assessor de Imprensa
- • 1 Fotógrafo
Comparativo com o que seria compatível ao tamanho do clube
Clubes de porte e projeção semelhantes na Série B ou no interior paulista normalmente contam com estruturas de 8 a 15 profissionais dedicados ao marketing e comercial.
• Equipe de Marketing Digital e Conteúdo (3 a 5 pessoas)
• Setor de Captação de Patrocínios e Vendas (2 a 3 pessoas)
• Profissional de E-commerce e Marketplaces
• Coordenador de Ativações e Eventos
• Analista de Performance e Redes Sociais
Comercialização da marca
Na cidade de cerca de 40 mil habitantes, existe apenas uma loja física autorizada a comercializar produtos do clube — e essa loja pertence ao próprio diretor de marketing. O site oficial tem interface ultrapassada, o que dificulta a experiência de compra, e o clube ainda não possui presença relevante nos principais marketplaces do país.
O diretor de marketing já admitiu ter dificuldade para acompanhar as dinâmicas das mídias sociais, novos meios de comunicação, estratégias de vendas digitais e captação moderna de patrocínios.
Quanto o marketing representa na receita dos clubes?
De acordo com estudos da Sports Value, as receitas de marketing (patrocínios + licenciamento + produtos) representam uma fatia cada vez mais importante no orçamento dos clubes brasileiros. Nos 20 principais clubes do país, esse montante ultrapassou R$ 1,4 bilhão em 2023, com crescimento de 22% em um ano. Patrocínios respondem por cerca de 73% dessa receita.
Cases de sucesso no interior paulista
O Mirassol é o grande exemplo atual. Com uma gestão profissionalizada e forte investimento em marketing, o clube conseguiu elevar seus patrocínios para cerca de R$ 15 milhões por ano, mesmo antes de chegar à Série A. O Leão investiu em storytelling, ativações digitais e uma marca forte, o que atraiu grandes empresas como 7K, Guaraná Poty, Kodilar e Ecori Energia Solar.
Outros clubes da Série B, como CRB e Chapecoense, também demonstram que estruturas mais robustas de marketing geram retorno claro: maior engajamento nas redes, ativações constantes e pacotes de patrocínio mais valiosos.
A marca ainda precisa decolar no mercado.
Uma leitura equilibrada
O mercado de patrocínio é altamente competitivo. Marcas exigem retorno mensurável, engajamento digital forte e profissionalismo na entrega. O Novorizontino entrega excelente resultado esportivo e visibilidade crescente, mas ainda encontra dificuldade para converter essa relevância em receitas proporcionais ao seu momento.
Entrevista exclusiva com Roberto Biasi | Portal O Novorizontino & VoxSports • Maio/2026
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