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Matías Ludueña: A Joia Argentina que Virou o Vale do Aço e Carimbou o Tigre na Semi
Análise

Matías Ludueña: A Joia Argentina que Virou o Vale do Aço e Carimbou o Tigre na Semi

07 de maio de 2026·Por Felipe Makarios

Aos 19 anos, Matías Ludueña marcou os dois gols da virada do Novorizontino sobre o Volta Redonda (2 a 1) e levou o Tigre à semifinal da Copa Sul-Sudeste 2026. Argentino formado nas categorias de base do Talleres, o atacante chegou em 2026 e mostrou maturidade rara para a idade: leitura de área, frieza em decisão fora de casa e faro de gol cirúrgico. Análise completa do perfil técnico, trajetória do Talleres ao Vale do Aço, encaixe no esquema de Enderson Moreira e projeções para o restante da temporada.

Matías Ludueña
⚡ Análise | Revelação Aurinegra

A Joia Argentina que Encantou o Vale do Aço

Aos 19 anos, Matías Ludueña protagonizou a virada que levou o Grêmio Novorizontino à semifinal da Copa Sul-Sudeste 2026. Dois gols contra o Volta Redonda, classificação carimbada e um nome novo no radar do mercado: o argentino veio de Córdoba para escrever capítulos no DNA do Tigre.

Copa Sul-Sudeste — 6ª Rodada | 06.05.2026

VOLTA REDONDA 1 X 2 NOVORIZONTINO

Mati Ludueña (2x) | Keliton (VR)

Matías Ludueña em campo Matías Ludueña em ação Matías Ludueña comemorando Matías Ludueña no Tigre

1. A Noite da Consagração

O cenário era hostil. Estádio Raulino de Oliveira, Vale do Aço, decisão direta por uma vaga na semifinal da Copa Sul-Sudeste, com o Volta Redonda precisando apenas do empate para se classificar e o Novorizontino obrigado a vencer e ainda torcer pelos placares paralelos. O Tigre entrou em campo com elenco alternativo, mesclando profissionais com pouca minutagem e atletas da base sub-20 sob o comando do técnico Jean Rodrigues.

Quem balançou primeiro foi o mandante — Keliton abriu o placar para o Voltaço e fez o Raulino respirar. A pressão sobre o Tigre dobrou. Foi aí que Matías Ludueña entrou em modo gala. Dois gols depois, a partida estava virada, o passaporte aurinegro para o mata-mata estava carimbado e o nome do argentino estava gravado em letras douradas na história inicial da Sul-Sudeste.

O detalhe que torna a façanha ainda mais simbólica: aos 19 anos, em decisão fora de casa, jogando contra adultos profissionais, Ludueña entregou frieza de jogador feito. Leu a área, atacou os espaços, e fez o que se espera de um centroavante de elite — finalizou.

2. Quem é Matías Ludueña Coronel

Nascido em 24 de junho de 2006, Matías Ludueña Coronel é argentino e carrega no DNA a tradição de uma das fábricas de talentos mais respeitadas da América do Sul. Atacante de origem, joga preferencialmente como centroavante, mas tem mobilidade para flutuar pelos corredores quando o esquema pede.

Idade
19
Posição
ATACANTE
Origem
🇦🇷 ARG
Pé Forte
DIREITO

O perfil técnico é o de um finalizador puro: leitura de área de elite, frieza no contrapé, instinto de matador e capacidade de aparecer no momento certo. Não é o tipo que constrói jogadas — é o que finaliza jogadas. Em campo, opera com economia de movimentos, esperando o erro adversário para atacar.

3. Do Talleres ao Vale: A Trajetória

A formação começou nas categorias de base do Club Atlético Talleres, de Córdoba — uma das forças mais consistentes da Argentina quando o assunto é revelar atacantes. O clube, que historicamente exporta talentos para o futebol europeu e brasileiro, foi o ambiente onde Ludueña construiu sua identidade ofensiva.

Em 2026, o argentino desembarcou em Novo Horizonte. A aposta da diretoria aurinegra foi clara: trazer um atacante jovem, com técnica refinada e potencial de valorização rápida. O caminho começou pela base — sub-20 do Tigre — onde o argentino somou jogos pelo Brasileirão Sub-20 Série B e teve sua primeira vitrine no Paulistão Sub-20, competição em que o Novorizontino é tradicionalmente competitivo.

A passagem pela Copa Sul-Sudeste foi a primeira oportunidade de mostrar serviço diante da torcida com o time profissional. E a entrega foi cirúrgica — gols decisivos, atuação consistente e a confiança da comissão técnica.

4. Perfil Tático: Como Ele Joga

▶ Velocidade nos contra-ataques: Ludueña é especialmente perigoso em transições. Quando o Tigre recupera a posse no campo de defesa, ele é o primeiro a atacar os espaços nas costas da zaga adversária.

▶ Movimentação sem bola: diferente de centroavantes mais estáticos, o argentino se desloca constantemente, abrindo linhas de passe e criando situações para os meias chegarem à área. É o tipo de atacante que "puxa" zagueiros para fora da posição.

▶ Faro de gol: a marca registrada. Ludueña tem leitura de rebote, antecipação e finalização variada — bate com força, coloca, finaliza de cabeça quando precisa. Os dois gols contra o Volta Redonda evidenciaram diferentes facetas do seu repertório.

▶ Frieza emocional: em decisão fora de casa, com pressão psicológica enorme, manteve a serenidade. Atributo raro em jogadores de 19 anos e indicador forte de potencial para grandes palcos.

5. O Encaixe no Sistema de Enderson Moreira

O 4-2-3-1 preferido por Enderson Moreira abre espaço para um centroavante de movimento, com os pontas (Hélio Borges e Vinícius Paiva) atacando por fora e o meia avançado (Titi Ortiz) flutuando entre as linhas. Esse desenho cria exatamente o tipo de espaço onde Ludueña prospera.

Com a saída de bola conduzida por Luis Oyama e a inteligência de Ortiz para serviços verticais, o argentino tende a receber em condição de finalizar com frequência. A previsão é que ele se torne uma alternativa valiosa para Robson ao longo da temporada — começando pela Sul-Sudeste e ganhando minutos progressivos na Série B.

Ainda sob comando de Jean Rodrigues nas competições de base e na Sul-Sudeste, Ludueña vive o ambiente ideal para amadurecer: jogos competitivos, decisão de classificação, exposição midiática — tudo isso sem queimar o atleta antes da hora. É o caminho clássico do clube formador.

6. O Que Esperar Daqui em Diante

O próximo capítulo se chama Chapecoense, na semifinal da Copa Sul-Sudeste, em jogos de ida e volta. Para Ludueña, é a chance de seguir construindo sua narrativa em decisão. Para o Tigre, é a oportunidade de levar o título da primeira edição do torneio regional — com prêmio de R$ 500 mil e vaga direta na 3ª fase da Copa do Brasil 2027.

No médio prazo, o argentino tem tudo para ganhar minutagem na Série B sob Enderson Moreira, ser uma carta importante no banco e — quem sabe — chegar à seleção argentina sub-20. O valor de mercado, hoje modesto, tende a crescer rapidamente caso a sequência de boas atuações continue.

Para o Novorizontino, é mais um ativo de base com potencial de venda — o tipo de operação que o clube vem refinando como modelo sustentável de gestão.

Veredito Técnico:
Matías Ludueña não é apenas o herói de uma noite — é a confirmação de que o projeto de base do Tigre está produzindo talento de mercado. Aos 19 anos, com perfil técnico maduro, frieza em decisão e fome de gol, o argentino tem todos os atributos para se tornar o próximo grande nome a sair de Novo Horizonte. A torcida aurinegra encontrou um novo ídolo. O Tigre encontrou uma nova jóia.

O futuro chegou.
E seu nome é Matías Ludueña.

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